Buracos no campo magnético do planeta sugerem que os pólos podem''trocar'' de lugar
O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes
buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul
estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética.
Há muitos anos se sabe que o pólo norte muda de lugar,mas achava-se que
era um movimento pendular, conhecido pelos físicos e geodésicos como
"Declinação Magnética", também levada em consideração em levantamentos
topográficos e mais recentemente em georreferenciamentos, porém o que se
tem visto é que o Polo Norte já se deslocou mais de 400 km ao sul desde os
anos 80 e não retornado à sua posição original, como se pensava no
"movimento pendular".
Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais
apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e
satélites seriam queimados pela radiação solar.
Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram
divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês
Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por
outros satélites.
A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro
para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que
analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por
mudanças dramáticas.
''Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de
se reverter'', diz o pesquisador.
O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por
correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido. Às
vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de
mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.
A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o
sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter
todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus
lugares.
Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds,
Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: ''Tais guinadas normalmente
acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a
última.''
Impacto
A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem.
A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora,
que de outro modo esterilizaria a Terra.
A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela
forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das
partículas e radiação trazidas pelo ''vento solar''.Outra hipótese é a de
que a mudança nos pólos teria influência nos terremotos e *tsunamis* cada
vez mais frequentes de algum tempo para cá.
O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele
poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições.
A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as
colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins.
Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para
viajar de um lugar para outro. A navegação por bússola se tornaria muito
difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais
para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela
radiação.
O ponto zero e a mudança das eras do calendário Maia
Profecias ancestrais e diversas tradições indígenas anteviram o fenômeno.
Mas agora para surpresa de muita gente, é a própria ciência que começa a
reconhecer importantes mudanças no campo magnético e na freqüência
vibratória da Terra.
O ápice do processo, que segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em
alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do
nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos.
O texto que o Guia Lótus agora veicula é baseado nas informações que
enfoca o trabalho do geólogo norte-americano Greg Braden, maior estudioso
do fenômeno.
Braden trabalha a partir da interface ciência-esoterismo e é autor do
livro "Awakening to Zero Point " (Despertando para o Ponto Zero ainda não
traduzido para o português) e de um vídeo de quatro horas sobre o fenômeno
e suas possíveis conseqüências para a humanidade.
Greg Braden está constantemente viajando pelos Estados Unidos e marcando
presença na mídia demonstrando com provas científicas que a Terra vem
passando pelo Cinturão de Fótons e que há uma desaceleração na rotação do
planeta. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento na freqüência ressonante da
Terra (a chamada Ressonância de Schumann).
Quando a Terra perder por completo a sua rotação e a freqüência ressonante
alcançar o índice de 13 ciclos, nós estaremos no que Braden chama de Ponto
Zero do campo magnético.
A Terra ficará parada e, após dois ou três dias, recomeçará a girar só que
na direção oposta. Isto produzirá uma total reversão nos campos magnéticos
terrestres.
Freqüência de base crescente
A freqüência de base da Terra, ou ''pulsação'' (chamada Ressonância de
Schumann, ou RS), está aumentando drasticamente. Embora varie entre
regiões geográficas, durante décadas a média foi de 7 e 8 ciclos por
segundo. Esta medida já foi considerada uma constante; comunicações
globais militares foram desenvolvidas a partir do valor desta freqüência.
Recentes relatórios estabeleceram a taxa num índice superior a 11 ciclos.
A ciência não sabe porque isso acontece nem o que fazer com essa
situação. Greg Baden encontrou dados coletados por pesquisadores
noruegueses e russos sobre o assunto que, por sinal, não é amplamente
tratado nos Estados Unidos.
A única referência à RS encontrada na Biblioteca de Seattle está
relacionada à meteorologia: a ciência reconhece a RS como um sensível
indicador de variações de temperatura e condições amplas de clima.
Braden acredita que a RS flutuante pode ser fator importante no
desencadeamento das severas tempestades e enchentes dos últimos anos.
Campo magnético decrescente
Enquanto a taxa de ''pulsação'' está crescendo, seu campo de força
magnético está declinando. De acordo com professor Banerjee, da
Universidade do Novo México EUA, o campo reduziu sua intensidade à metade,
nos últimos quatro (4) mil anos. E como um dos fenômenos que costuma
preceder a inversão do magnetismo polar é a redução deste campo de força,
ele acredita que outra inversão deve estar acontecendo.
Braden afirma, em função disso, que os registros geológicos da Terra que
indicam inversões magnéticas também assinalam mudanças cíclicas ocorridas
anteriormente. E, considerando a enorme escala de tempo representada por
todo o processo, devem ter ocorrido muito poucas dessas mudanças ao longo
da história do planeta.
Impacto sobre o Planeta
Greg Braden costuma afirmar que estas informações não devem ser usadas
com o objetivo de amedrontar as pessoas.
Ele acredita que devemos estar preparados para as mudanças planetárias,
que irão introduzir uma Nova Era de Luz para a humanidade: iremos além do
dinheiro e do tempo, com os conceitos baseados no medo sendo totalmente
dissolvidos.
Braden lembra que o Ponto Zero ou a Mudança das Eras vem sendo predito por
povos ancestrais há milhares de anos. Têm acontecido ao longo da história
do planeta muitas transformações geológicas importantes, incluindo aquelas
que ocorrem a cada treze (13) mil anos, precisamente na metade dos vinte e
seis (26) mil anos de Precessão dos Equinócios.