Garantir a presença de nutrientes dentro do suporte é uma das prioridades na hora de fixar
Cultivar orquídeas é uma tarefa que não exige muito esforço, apesar disso, se a ideia for colocá-la em uma árvore, os cuidados iniciais podem aumentar. Durante a fase de adaptação, o importante é garantir que a planta tenha como obter nutrientes. Para que isso ocorra, o substrato próximo às raízes deve ser mantido no suporte preso à árvore.
Material necessário: 1 Placa de fibra de coco 6 Pregos (tamanho 17 x 21) 1 Martelo comum 1 Tesoura 1 Par de luvas de vinil 1 Orquídea phalaenopsis
A importância de não deixar as raízes expostas sem nutrientes se justifica porque a orquídea demora, em média, dois meses para se fixar no tronco. Mas os cuidados também devem ser voltados para a quantidade de regas, sempre observando as características de cada planta e o clima local.
Na hora de escolher a árvore, o ideal é selecionar espécies com troncos rugosos - para facilitar a fixação da orquídea - e de, no mínimo, 60 centímetros de diâmetro. Entre as mais indicadas estão árvores frutíferas e espécies como Salix babylonica (chorão), Delonix regia (flamboyant), Ficcus spp. (falsas seringueiras) e Chorisia speciosa (paineira).
Quanto à luminosidade ideal para o cultivo, uma maneira de “regular” a incidência de luz é observar o tamanho da copa antes de amarrar a planta. Copas pequenas e de poucas folhas favorecem o crescimento de espécies que necessitam de bastante sol (cattleya, dendrobium, laelia, vanda, catasetum e cyrtopodium). Já as árvores mais frondosas atendem às necessidades das flores típicas de meia sombra (miltonia, oncidium e phalaenopsis).
Como plantas epífitas, as orquídeas conseguem se desenvolver sobre outras espécies e dispensam adubação periódica, já que se nutrem de materiais em decomposição presentes nos troncos.
Outro ponto que merece atenção ao cultivar em árvores é o material do suporte. Placas de fibra de coco ou ainda cachepôs prontos são boas opções, mas também dá para fazer o cultivo colocando a planta dentro da própria bifurcação do tronco. Depois que a orquídea estiver fixada – com raízes presas à casca e musgos encobrindo a superfície – será chegada a hora de retirar o suporte. Mas fique atento porque formigas podem atacar a planta e, para que isso não ocorra, aplique um formicida cerca de 20 centímetros ao redor da árvore. Siga as orientações e bom plantio! Sugestão do Dia:Plante um pé de sorrisos e colha alegria
boatos criam temor sobre destruição de pirâmides egípcias
Não há sinais de que rumores sobre planos do governo islâmico de destruir monumentos antigos sejam verdadeiros O quê? Os novos líderes islâmicos do Egito querem destruir as Grandes Pirâmides do país, raspar as imagens das máscaras mortuárias dos faraós e até mesmo remover o sorriso que resta na face da Esfinge? Quem lê muitos blogs estadunidenses de direita pode pensar que sim, embora não exista nenhum sinal de tal vontade islâmica de destruir monumentos do Egito antigo.
Mas o temor causado é um exemplo de como um rumor, especialmente sobre um lugar tumultuado como o Egito atual, pode ganhar vida própria – alimentado por uma notícia, um post no Twitter e uma ou duas coincidências convenientes.
A alegação de que os radicais islâmicos tinham solicitado ao presidente Mohammed Morsi que demolisse as pirâmides - em nome da aversão muçulmana aos artefatos do paganismo - aparentemente começou com um artigo publicado no dia 30 de junho na Rose el-Youssef, uma revista egípcia que durante anos foi um veículo essencial para Hosni Mubarak, o antecessor deposto de Morsi. A revista citou um comentário feito via Twitter no dia 24 de junho por um proeminente xeque do Bahrein, Abdellatif al-Mahmoud, que solicitava que Morsi "conseguisse concretizar o que o Sahabi Amir bin al-As não conseguiu" e destruir as imagens "idólatras" das pirâmides. A referência foi feita ao companheiro do profeta Maomé, que conquistou o Egito, embora os estudiosos do Islã tenham dito que ele nunca sequer tentou destruir as pirâmides.
No dia 12 de julho, alguém que reivindicava ser o xequehavia repudiado o comentário feito no Twitter dizendo que não passava de um golpe. "Esse comentário não foi escrito por mim e é bem provável que os traidores criaram tudo isso para distorcer minha imagem", disse Mahmoud - ou melhor, o usuário @amahmood2011, que afirma ser Mahmoud. No entanto, se @amahmood2011 realmente é o xeque, alguns de seus comentários no Twitter são um tanto quanto estranhos, como quando ele afirmou que havia tido uma visão do profeta em um sonho e que ele havia ganhado permissão para apertar as mãos das mulheres. Não foi possível localizar o verdadeiro Mahmoud para comentar o assunto.
"As coisas que os americanos dizem nos mostram que eles são loucos", disse Abdel Nur Halim el-Din, um professor egípcio de antiguidades e ex-presidentedo Conselho Supremo de Antiguidades do país.
Uma publicação em um blog chamado American Thinker (Pensador Americano, em tradução literal) dizia que "ninguém deveria se surpreender com a vontade dos fanáticos de explodir monumentos que tem cerca de 5,5 mil anos", criando assim uma enorme polêmica.
A revista Commentary (Comentário, em tradução literal) foi mais contida, mas demonstrou sua preocupação: "O fato de uma ideia maluca como esta ser capaz de ganhar voz em qualquer mídia árabe ou site islâmico deveria ser motivo de preocupação, dados os seus antecedentes."
Estes antecedentes são coisas como a recente destruição de monumentos antigos por radicais islâmicos em Timbuktu, que tomaram conta do norte de Mali e consideraram a região anti-islâmica, e a destruição de estátuas de 1,5 mil anos de Buda esculpidas em um penhasco na região central do Afeganistão pelo Taleban, em 2001. Mas, em geral, a história da pirâmide não causou tanto impacto assim.
Um programa de televisão egípcio mencionou o ocorrido, mas apenas para denunciar o xeque saudita Ali Al Rabieei, que havia sido citado em uma reportagem como o futuro destruidor das pirâmides. O xeque repudiou as declarações atribuídas a ele e ofereceu uma recompensa para quem lhe disser quem foi o responsável pelas declarações feitas em seu nome em duas contas supostamente falsas no Twitter.
"Estes boatos procuram danificar a imagem do Egito e a imagem de Morsi", disse Nur el-Din. Ele afirmou que Morsi havia garantido aos funcionários de turismo do Egito de que as antiguidades do país não estavam em perigo de serem danificadas pelo novo governo. Em janeiro de 2011, o xeque Abdel Moneim el-Shahat, o porta-voz do Movimento de Pregação Salafista, disse que a questão das antiguidades do Egito era simplesmente um problema teológico e sugeriu uma solução: cobrir as cabeças das antigas estátuas egípcias com cera. Isto faria com que elas continuassem ali fisicamente, mas que tecnicamente seus rostos fossem"apagados". "Eu faria algo que combinasse adesão religiosa, mas permitisse que as antiguidades continuassem existindo como monumentos históricos", disse ele em um programa de televisão.
Então, em agosto do ano passado, Shahat foi convidado a explicar a diferença entre seu plano e a destruição dos Budas por parte do Taleban, que ele claramente se absteve de criticar.
"Quando isso aconteceu, o Taleban estava no poder ", disse ele, enquanto que os salafistas no Egito não estão. Um vídeo dessa entrevista foi publicado no YouTube.
Na semana passada a história ganhou vida com um comentário feito por Joel Brinkley, professor da Universidade de Stanford e ex-correspondente do The New York Times, no site de notícias Newsday.
"Morsi se tornou presidente do Egito há menos de um mês e já existem clérigos em seu país e ao redor do mundo islâmico pedindo a demolição das pirâmides", escreveu Brinkley. "Morsi não teve nada a dizer sobre isto, nem sequer uma palavra", acrescentou. Ahmed Sobeai, um porta-voz do Partido para Liberdade e Justiça, um partido político da Irmandade Muçulmana, respondeu: "O doutor Morsi não pode responder por algo que não aconteceu."
Sobeai disse que tudo isso era apenas 'uma tentativa de fabricar uma crise a partir de uma ilusão'."As pirâmides, disse ele, estão seguras".
Contaram que um homem estava dirigindo o seu carro por uma estrada deserta com a suspeita de estar perdido, desconfiava estar indo na direção errada.
Ele viu um mendigo andando, então parou o carro e perguntou-lhe: "É esta a estrada que leva a Delhi?". O mendigo respondeu: "Eu não sei". Então o homem perguntou: "É esta a estrada que leva a Agra?". O mendigo respondeu: "Eu não sei".
O motorista, que já estava irritado, tornou-se ainda mais irritado e disse ao mendigo com raiva: "Então você não sabe nada". O mendigo riu e disse: "Só que eu não estou perdido".
Assim, a questão não é saber, a questão é se você está perdido ou não. O mendigo disse: "Mas eu não estou perdido. Se eu sei ou não sei não importa".
Quando você está perdido, um mapa é necessário, o conhecimento é necessário, um livro é necessário. Quando você não está perdido, para que carregar um livro, um mapa?
Para alguém iluminado, qualquer lugar é o seu objetivo. Onde quer que ele esteja, lá é o objetivo. Quando você se dá conta de que você é a sua meta, você não pode estar perdido.
O mendigo não está perdido. Por quê? Porque ele não vai para Delhi, ele não vai para Agra, ele não vai a lugar nenhum. Onde quer que ele chegue, lá é a sua meta.
Ele não está perdido porque ele não está se mudando para nenhuma direção; ele não está perdido porque não tem nenhuma meta.
Osho, em "Um Pássaro em Voo: Conversas Sobre o Zen"
Pesquisando a quantidade de partidos políticos, o salário médio de um parlamentar e comparando com o tamanho da economia de alguns países, tentando achar uma relação que ligue esses três fatores ao desenvolvimento sócio-econômico dos diversos lugares, não foi possível determinar com clareza essa interdependência mas... Na França, que conta com 19 partidos políticos, um parlamentar ganha o equivalente a 16 mil reais mensais; a Dinamarca conta com 6 partidos e cada parlamentar recebe 13 mil reais; o Japão tem apenas 5 partidos e cada parlamentar tem salário de 28 mil reais; o deputado sueco tem salário de 14 mil reais e o país conta com 14 partidos; o deputado estadunidense tem vencimentos na ordem de 23 mil reais e o país tem 76 partidos, com a diferença de que muitos desses partidos são estaduais, não têm, portanto, atuação nacional. Os partidos Democrata e Republicano, aqueles dois de que o mundo ouve falar, são os dois com representatividade em todos os estados da confederação; a Inglaterra, o país sem constituição federal, tem apenas três partidos políticos e, embora seja uma das maiores economias mundiais, cada parlamentar recebe 14 mil reais mensais. O Brasil conta com 27 partidos oficializados e tem salário médio de R$ 26.723,00.
Será que somos tão mais ricos que os mais ricos? Nossos parlamentares trabalham mais e melhor que os parlamentares dos campeões econômicos mundiais para justificarem ganhos tão mais altos? Óbvio que ambas as respostas são “não”. Por outro lado, esses senhores que dizem nos representar têm a liberdade de determinarem seus ganhos (não só os salários, mas todos os penduricalhos extras adicionados ao salário básico, como verbas de representação, auxílio moradia, transporte, décimo terceiro, décimo quarto e décimo quinto salários, “auxílio paletó”, previdência parlamentar e sabe-se lá quantas outras mordomias), suas punições, seus muitos direitos, suas atribuições legais...
Se todos fôssemos iguais perante a lei, como determina a Constituição Federal, cada trabalhador teria o mesmo direito de determinar quanto a empresa em que trabalha deveria pagar-lhe ao final do mês. Ou, o que seria melhor, nossos parlamentares deveriam seguir o regime determinado pela Consolidação das Leis do Trabalho, seus descontos fiscais e obrigações de carga horária.
Neste momento, em plena crise por que passa a economia estadunidense, em busca de uma solução para a economia do país e, consequentemente, a salvação da economia mundial, os deputados e senadores estaunidenses fazem serão, sábado, domingo e quantos dias forem necessários, em busca de uma proposta positiva para o país. Já os nossos representantes legais (não significa isso que sejam representantes de fato), ausentam-se todas as segundas-feiras, não comparecem ao Congresso nas sextas-feiras, presenteiam-se com férias e recessos, que são férias com outro batismo, duas vezes ao ano, faltam quando querem porque sabem que não terão as faltas descontadas nos vencimentos... Enfim, agem como donos da empresa e não empregados de todo e cada cidadão da nação.
Já ouvi muitas vezes e, se bobear, também já disse isso: o dia em que eu estiver na lona, sem dinheiro e sem perspectiva, crio uma igreja, um sindicato ou um partido político. Essas três instituições contam com as benesses da lei, a complacência da justiça e os beneplácitos que o Poder Executivo dá àqueles que podem ajudá-lo em questões espinhosas que por ventura aparecerem. Tirando as igrejas, pelo menos as sérias e seculares como a Católica, a Batista, a Presbiteriana, a Adventista, a Seicho-No-Ie e mais algumas poucas, as outras duas agremiações – Partidos e sindicatos, que nadam mais são do que parte do braço arrecadatório dos partidos e seus figurões – tornaram-se balcões de negócios escusos e inconfessáveis. Seus componentes, via de regra, fazem mais dinheiro com suas atividades paralelas e “para-legais” – para não dizer criminosas – do que com o próprio salário, salvo aqueles poucos honestos ou sem poder de regatear, não merecem, portanto, mais do que uma ajuda de custo para dedicarem-se à vida político-partidária ou sindical.