POR UM PLANETA CONSCIENTE E VIVO


humor selvagem

reinventando a roda

Segundo o fabricante, dispositivo pode ser adaptado a qualquer bike (Foto: Divulgação)

Uma roda elétrica promete transformar bicicletas em aparelhos inteligentes. A Roda de Copenhague é um equipamento de extrema engenhosidade: o dispositivo, que pode ser adaptado em qualquer bike, conta com uma bateria, motor elétrico de 350 watts e sistemas de recuperação de energia cinética. De quebra, dá para conectar a roda um smartphone e deixar o gerenciamento do sistema ainda mais inteligente. A ideia é tornar híbrida qualquer bicicleta.

A simplicidade do equipamento e a quantidade de soluções que ele oferece impressionam. Se você instalar o dispositivo na sua bike e estabelecer a conexão com seu smartphone via Bluetooth, ela passa a interagir com os sensores do telefone e identifica o quão rápido você deseja ir. Com isso, o motor elétrico entra em ação e alivia o esforço que você faz no pedal. É o mesmo princípio do Segway, que usa acelerômetros para identificar o ângulo de inclinação do seu corpo para definir a velocidade de deslocamento.

A roda também conta com aplicativos para iOS e Android. A bateria, com vida útil estimada de 1000 ciclos, promete duração de 4 horas, dependendo da intensidade do uso, e que pode ter a carga regenerada a partir da energia cinética colhida a cada freada. Segundo o fabricante, deve ser possível usar o sistema para se locomover por uma distância de até 50 km, a uma velocidade máxima de 25 km/h. A roda oferece cinco marchas e pesa 5,9 quilos.

Esquema apresenta a complexidade da Roda de Copenhague (Foto: Divulgação)
Para quem se interessa por engenharia, a Roda de Copenhague é um caso para estudo. Ela conta com um motor extremamente compacto que, mesmo espremido na bitola de uma roda de bicicleta, consegue desenvolver torque suficiente. Isso acontece até em baixas rotações, sem o uso de engrenagens complexas, pesadas e absurdamente grandes.

Outro detalhe interessante é a criação de um SDK, um kit para desenvolvedores, que permitirá algum nível de customização da plataforma. A roda foi desenvolvida por ex-alunos do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em parceria com designers da cidade dinamarquesa. Ela leva usa o nome de Copenhague como homenagem à cidade que é reconhecida internacionalmente pelas inovações em termos de mobilidade voltadas aos ciclistas.

É possível adquirir a roda em pré-venda por US$ 700 (R$ 1750, em conversão direta). Ainda não há qualquer informação sobre a disponibilidade do equipamento no Brasil.
fonte: Extreme Tech e Super Pedestrian

sem sal

Chega ao mercado o substituto do sal, que tem zero de sódio.
"Salgante" em pó brasileiro tem como base o cloreto de potássio.



Um produto que promete substituir o sal como tempero alimentar sem os malefícios à saúde provocados pela consumo excessivo de sódio. 
Essa é a premissa do primeiro salgante produzido e comercializado no Brasil, que está à venda pela internet desde setembro. Apesar de estranho ao vocabulário nacional, o termo salgante remete a um velho conhecido da gastronomia, e tenta contribuir para a alimentação saudável tanto quanto o adoçante. “O adoçante foi lançado há 30, 40 anos, e beneficiou principalmente os pacientes de diabetes, e foi adotado por muitas pessoas. Acreditamos que o mais provável é que aconteça o mesmo para pacientes de hipertensão”, explica Nilson Capozzi, diretor da empresa responsável pelo novo produto, a Matrix Health.

Além de comercializar “saleiros” de 100g e negociar com o varejo, o próximo passo da empresa é também fazer um contato com indústrias, e incorporar o salgante a sopas, condimentos e salgadinhos, o que seria bastante positivo, na opinião da nutricionista Carmen Zita Pinto Coelho. “Os produtos industrializados possuem grandes quantidades de sódio. A pessoa a se acostuma com o sabor e deixa de sentir prazer com os alimentos mais naturais. Ironicamente, as mesmas pessoas que procuram os alimentos industrializados, geralmente tomam refrigerantes quando têm sede. Tendo ainda sódio e açúcar, o refrigerante apenas potencializa a sede e assim se segue o ciclo vicioso. É interessante também notar que o sal aciona o sistema de recompensa e prazer via receptores opióides e dopaminérgicos cerebrais, o que pode levar ao vício pelo sal”.

Fórmula

O produto foi inspirado em substitutos para o sal de cozinha de países europeus e nos EUA. Os diretores da empresa tiveram a ideia de importar para o Brasil, mas o custo benefício não compensava, segundo Capozzi. A partir de então, ele e outros dois sócios decidiram elaborar uma nova fórmula produzida aqui, à base de cloreto de potássio e outras substâncias, sem que haja prejuízo no sabor, um projeto encabeçado pelo químico e farmacêutico Massayoshi Yoshida, da Universidade de São Paulo (USP), que durou quase dois anos. “A partir da consolidação da fórmula, passamos a fazer alguns ajustes até encontrar um sabor que salgava mas sem o amargor característico do potássio”, explica o diretor. “Para isso, fizemos alguns testes cegos com um consultor gastronômico, que não conseguiu distinguir o salgante do sal comum”.

Além de evitar o aumento da pressão arterial, o novo tempero promete, ao não reter líquidos, reduzir inchaços e o aumento de peso. Ainda assim, quem optar pelo salgante também deve ficar de olho nos excessos, que são prejudiciais, de acordo com a nutricionista Carmen Zita Pinto Coelho. “O cloro também deve ser evitado em excesso por quem sofre de hipertensão e por quem sofre de hipotireoidismo. Mas este produto, contendo potássio, será com certeza muito menos nocivo do que o cloreto de sódio”.

Concorrente

Opção. Outro salgante sem sódio disponível no mercado brasileiro é o Dalsabor. O produto, que é importado, chegou ao Brasil há poucos meses. Assim como o Bio Salgante, pode ser comprado na internet.

enquanto chover


ISA