POR UM PLANETA CONSCIENTE E VIVO
papel fino
apresentado protótipo de tela de LCD com espessura de folha de papel
Com tecnologia que usa novos compostos químicos, empresa conseguiu reduzir espessura de telas de LCD e OLED usadas em smartphones
A Sharp anunciou um protótipo de telas de LCD e OLED com uma tecnologia que os torna tão finos quanto uma folha de papel, o IGZO LCD. A empresa utilizou a nova tecnologia de óxido de índio e zinco gálio (IGZO), que permite que se criem displays de LCD com pequenos e finos filmes transistores e excelente resolução.
A mesma tecnologia ainda pode ser empregada em displays de OLED, tornando-os extremamente finos e capazes de produzirem excelentes imagens.
O protótipo, se combinado com a tecnologia de foto-alinhamento UV2A*3, empregada nos televisores AQUOS da Sharp, pode proporcionar um menor consumo de energia elétrica. O foto-alinhamento proporciona a fabricação de telas grandes, mas que exibem imagens de alta qualidade.
As primeiras telas com a nova tecnologia possuem 4.9 polegadas e resolução de 720×1280 e uma versão de 6.1 polegadas com resolução de 2560×1600 já está sendo desenvolvida pela Sharp. No futuro, a empresa tem planos de criar displays flexíveis de 3.4 polegadas com resolução de 540×960 e painéis de OLED de 13.5 polegadas com resolução de 3840×2160 utilizando a tecnologia IGZO.
maior reserva
Austrália vai criar maior reserva marinha do planeta
País anunciou que novo parque deve cobrir área de 3,1 milhões de quilômetros quadrados no oceano, que inclui o Mar de Corais
Recife de corais na Austrália: novas reservas cobrirão 3,1 milhões de metros quadrados
Antecipando sua participação na conferência ambiental Rio+20, a Austrália anunciou que vai criar o maior conjunto de reservas marinhas do planeta.
Os parques nacionais devem cobrir uma área de 3,1 milhões de quilômetros quadrados no oceano, que inclui o Mar de Corais.
Serão colocadas restrições sobre a pesca e exploração de petróleo e gás na área, que abrange mais de um terço dos territórios marítimos da Austrália.
O anúncio foi feito pelo ministro do Meio Ambiente da Austrália, Tony Burke, que participará da Rio+20 na próxima semana ao lado da primeira-ministra do país, Julia Gillard.
"É hora de o mundo tomar medidas para a proteção dos nossos oceanos – e a Austrália hoje está tomando a liderança nesse movimento", disse Burke.
O projeto para a reserva, que começou a ser formulado há alguns anos, será implementado depois de um processo de consultas.
O projeto para a reserva, que começou a ser formulado há alguns anos, será implementado depois de um processo de consultas.
No ano passado, o governo australiano já havia anunciado planos para proteger a vida marinha do Mar de Corais, uma área de quase 1 milhão de quilômetros quadrados.
Fauna diversificada
O Mar de Corais tem uma fauna diversificada que inclui tubarões e atuns, além de recifes tropicais e cânions de águas profundas.
O Mar de Corais tem uma fauna diversificada que inclui tubarões e atuns, além de recifes tropicais e cânions de águas profundas.
Localizado próximo à costa de Queensland, no nordeste da Austrália, o local também abriga os destroços de três navios americanos, que afundaram na batalha do Mar do Corais, em 1942.
O conjunto de reservas ecológicas marinhas também incluirá a Grande Barreira de Corais, classificada como patrimônio da humanidade pela Unesco.
A ideia do governo australiano é aumentar o número de parques nacionais marinhos de 27 para 60.
Ambientalistas, porém, consideram as medidas insuficientes e pedem uma proibição total da pesca comercial no Mar de Corais. Alguns também criticam o fato de que a exploração de petróleo e gás continuará a ser permitida perto de áreas protegidas, especialmente no oeste do país.
A organização Australian Conservation Foundation, por exemplo, lamenta que o plano para a criação das reservas continue a permitir a pesca de atum em áreas protegidas, mas reconhece que trata-se de um grande feito em termos de conservação dos oceanos.
Atualmente, a maior reserva marinha do planeta é a das Ilhas Chagos, no Oceano Índico, criada pela Grã-Bretanha em 2010. No total, essa reserva tem 545 mil quilômetros quadrados.
por dentro
As cavernas mais incríveis do mundo
Tobogãs de gelo, pinturas rupestres e trenzinho elétrico. Da Eslovênia aos Estados Unidos, descubra os encantos de uma visita às cavernas
As cavernas escondem um mundo misterioso. A cada passo, um encantamento diferente, com formações esculpidas ao longo de milhares de anos. Dentro de uma, a sensação é a de ser um verdadeiro explorador, desvendando território novo.
No topo de montanhas cobertas por neve ou debaixo do deserto, cada caverna é única. Conheça algumas delas:
Postojna - Eslovênia
À beira de um lago, um paredão rochoso esconde uma caverna extensa de 21 quilômetros. Na boca da gruta, um castelo medieval parece se equilibrar entre as rochas. Para explorar seu interior, um trenzinho elétrico faz a alegria da criançada.
Um dos salões da caverna tem acústica tão boa que se tornou palco para apresentações de música. Milhares de pessoas assistem aos espetáculos, que vão de orquestras sinfônicas a festivais de blues.
Eisriesenwelt - Áustria
Seja verão ou inverno, a temperatura dentro das cavernas de Eisriesenwelt é sempre abaixo de zero. Encravadas no pico dos Alpes austríacos, seus 40 quilômetros de extensão fazem desta a maior caverna de gelo do mundo.
Formação de 25 metros impressiona
Ao chegar, o visitante recebe uma lanterna para iluminar o caminho. Depois de subir uma escadaria de 134 metros, a luz fraca ilumina o labirinto e as estalactites ganham contornos que lembram figuras. Grandes paredões se assemelham a tobogãs. Uma enorme formação maciça impressiona pela altura de 25 metros.
Já o Palácio de Gelo é um enorme salão de 400 metros de profundidade. No verão, o derretimento do gelo produz um novo espetáculo, formando lagoas e cascatas. O vento gelado que sopra ali esculpe diferentes formas a cada ano.
Pech Merle - França
Essa é uma autêntica caverna pré-histórica. As rochas do interior estão repletas de pinturas rupestres do período paleolítico, a mais antiga produção artística da qual se tem conhecimento. É possível ver figuras que lembram cavalos, bisões, cervos e mamutes. E também silhuetas de mãos, as chamadas mãos negativas.
Destaque para dois cavalos pintados no teto com pontinhos pretos, rodeados por seis mãos e símbolos que permanecem indecifráveis. Testes com carbono-14 revelaram que foi pintado em torno de 25 mil anos antes de Cristo. Há, ainda, pegadas fossilizadas na lama, sobre uma rocha.
Ao lado da caverna, fica um museu com exposição de objetos descobertos durante pesquisas arqueológicas como ferramentas, armas e ornamentos. Lanças com pontas de chifres, arpões e artefatos de pedra e osso.
Encravada na região dos Pirineus, na cidade de Cabreret, a caverna de Pech Merle é considerada monumento nacional na França e uma das poucas com arte primitiva ainda aberta para os visitantes.
Carlsbad - Estados Unidos
Em meio ao deserto ficam escondidas mais de 80 cavernas, algumas das maiores do mundo. Com boa infraestrutura, dá para percorrer as trilhas sinuosas que são pavimentadas e levam a 250 metros de profundidade. Também é possível pegar uma carona no elevador. Mas não pense que é só moleza: em alguns trechos é preciso rastejar por túneis tortuosos.
Cavernas de Carslbad se escondem sob o deserto
As formações esquisitas receberam nomes de acordo com as figuras que lembram. Uma estalagmite comprida, fina e torta ganhou o nome de Dedo da Bruxa, por exemplo. A Rocha Iceberg é um enorme bloco de pedra que deve pesar 100 mil toneladas. A árvore de Natal é cheia de drapeados de cristais e estalagmites. Mas nada se compara ao Grande Salão, uma câmara subterrânea de 549 metros de extensão e 335 metros de largura, na qual cabem 12 campos de futebol e um edifício de 30 andares.
No verão, a cada pôr-do-sol um redemoinho formado por cerca 400 mil morcegos tinge de preto o céu em direção à caverna. Durante a noite, eles comem toneladas de inseto. E não precisa se apressa, o ingresso dá direito a três dias de visitação. As cavernas são consideradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Na escuridão da caverna, milhares de pontinhos luminosos azulados brilham insistentemente, como estelas no céu. Na verdade, são vagalumes da espécie Arachnocampa Luminosa, encontrados apenas na Nova Zelândia. Os animais tecem ninhos de seda, que pendem do teto como fiozinhos de aspecto elástico. A larva brilha para atrair a presa.
O visitante pode ver os animais bem de perto, a bordo de um barco que navega silenciosamente pelo rio subterrâneo, a 250 metros de profundidade. Repare no belo reflexo formado pelo teto iluminado na água e nas formações de estactites e estalagmites.
O primeiro nível da caverna costuma ser palco de apresentações musicais graças à boa acústica e à pureza do som. Até a famosa soprano neozelandesa Kiri Te Kanawa já cantou ali, nesta caverna formada há mais de 30 milhões de anos.
Lascaux - França
Não é à toa que esta caverna é chamada de Capela Sistina da arte rupestre. Suas paredes são cobertas por cerca de 600 pinturas de bisões, mamutes e cavalos. Os traços dos desenhos pintados há mais de 17 mil anos são tão refinados que deixaram o pintor Pablo Picasso boquiaberto ao visitar o local na década de 40. "Não inventamos nada!", disse o mestre do cubismo.
Lascaux: a "Capela Sistina da Arte Rupestre"
Considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, a caverna foi fechada ao público há mais de meio século. O dióxido de carbono e a presença de fungos trazidos do exterior comprometiam as imagens, que poderiam desaparecer em pouco tempo.
Perto dali, no entanto, há uma réplica perfeita, nos mínimos detalhes. O relevo das galerias, a penumbra do interior e a baixa temperatura são idênticos, assim como os materiais usados para recriar as imagens. Um guia local explica como tudo foi feito.
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