
Jimmy.C - São Paulo / Brasil
Sugestão do Dia: Plante."As palavras somente chegam ao coração quando saem do coração"/Sólon

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A série de fotos pavimenta o caminho para a campanha #TETOColeta, que ocorre de 22 a 24 de maio.“Queremos evidenciar a pobreza no Brasil. Só conhecemos a fundo essa realidade quando colocamos o pé na lama e visitamos as favelas e comunidades, como fazemos todo fim de semana.”
Um dos principais projetos, que mobilizam mais voluntários, é a construção de moradias de emergência para famílias muito pobres.“Nós trabalhamos com a superação da pobreza, por meio do desenvolvimento das comunidades. É um trabalho em conjunto com os moradores delas. Não ficamos atrás de uma mesa num escritório. A gente faz a identificação de um problema, a identificação de uma solução e a implementação dela. Tudo feito coletivamente, com voluntários do projeto e os moradores das comunidades.”
O diretor conta que a TETO articula com as subprefeituras de São Paulo para buscar os bairros de periferia onde há demanda por esse tipo de suporte habitacional.“Temos projeto de casa pré-moldada de madeira para as comunidades, feito por engenheiro e arquiteto. O processo demora meses: selecionar as famílias, organizar espaços, comprar e entregar materiais. A construção por si [da casa popular] dura só dois dias. É um mutirão com voluntários e a própria família beneficiada. Todos pegamos no martelo.”
O aprendizado do voluntariado é perene.“Há quatro anos e meio, fui a uma atividade do TETO. Meu primo era voluntário, insistiu muito que eu fosse, e eu fui muito por curiosidade. Construímos uma casa em dois dias. Foi uma experiência tão transformadora que eu não larguei mais. Hoje durmo feliz e triste com as coisas que eu escuto e vejo nas favelas que visitamos todo fim de semana.”
“A indignação de ver a realidade da extrema pobreza, com os próprios olhos, sentindo o cheiro e vivendo na pele, não te faz esquecer dessas cenas nunca mais. O contraponto é a energia que sai desse trabalho em conjunto, os aprendizados, dos voluntários e das famílias dessa realidade bem diferente da nossa.”