POR UM PLANETA CONSCIENTE E VIVO
Uma nova lei foi aprovada recentemente na França, onde exige que todos os novos edifícios que são construídos em zonas comerciais devem ser cobertos parcialmente de plantas ou painéis solares, os famosos telhados verdes.
Os telhados verdes têm um efeito isolante, que ajuda a reduzir a quantidade de energia necessária para aquecer um edifício durante o inverno ou arrefecer no verão. Eles são capazes de reter a água da chuva e reduzir problemas com o escoamento, e também oferecer aos pássaros, um lugar para chamar de casa dentro da selva urbana.
Diversos ativistas ambientais franceses, queriam fazer uma lei que fizessem com que os telhados verdes cobrissem toda a superfície de todas as novas coberturas. No entanto, telhados parcialmente cobertos pode ser um começo, e um enorme passo do que precisa ser feito corretamente.
Alguns dizem que será realmente melhor, pois dará aos empresários, a oportunidade de instalar painéis solares para ajudar a fornecer aos edifícios fontes de energia renovável.
Os telhados verdes já são muito populares na Alemanha e Austrália, bem como na cidade de Toronto no Canadá. Lá, a lei foi aprovada em 2009, onde obrigou os novos edifícios residenciais e industriais a terem telhados verdes.
Diversos são os benefícios dos telhados verdes, além da beleza natural, eles contribuem com o meio ambiente, ajudando na gestão de águas pluviais, atuam como filtros naturais, também ajudam a melhorar o sistema de ventilação, fazem um excelente trabalho de capturar poluentes, filtram gases nocivos, abrem espaços para novas áreas de lazer e hortas comunitárias, além de expressarem claramente o amor ao meio ambiente, e dar um refresco nas selvas de pedras.
Com a confirmação de mais três ocupações na tarde de quinta (12), sobe para seis o número de escolas em que os estudantes protestam contra as mudanças da rede estadual de ensino.
As escolas ocupadas são:
E. E. Castro Alves (São Paulo)
E.E Valdomiro Silveira (Santo André)
E.E. Profª Heloisa de Assumpção (Osasco)
E.E Fernão Dias (São Paulo)
E.E Diadema (Diadema)
E.E Salvador Allende (São Paulo)
Inspirados nas ocupações por estudantes das escolas estaduais Diadema, na cidade de mesmo nome, Fernão Dias, na zona oeste de São Paulo, e Salvador Allende Gossens, zona leste, alunos contra a reorganização da rede estadual de ensino de outras três escolas também aderiram ao movimento nesta quinta-feira (12).
Foi o caso da Escola Estadual Professora Heloisa de Assumpção, localizada em Osasco. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, uma ocorrência foi aberta às 12h58 relatando o protesto dos alunos na porta do colégio e que um grupo de pessoas havia entrado no interior da escola. Até o fechamento desse texto, os manifestantes continuavam dentro do local.
Já os estudantes da Escola Estadual Valdomiro Silveira, em Santo André, tentaram ocupar o local na manhã de hoje em protesto ao fechamento da unidade. De acordo com a Secretaria de Educação do Estado, os estudantes estão na escola, mas não impedem o andamento das aulas, como na E.E. Diadema que manteve as aulas do ensino fundamental.
Na Escola Estadual Castro Alves, em Santana, os alunos realizaram protestos durante o dia e informaram que não vão deixar o local, de acordo com a Secretaria de Educação. A unidade está na lista de escolas que irão fechar.
Com a reorganização da rede, 94 escolas serão fechadas no Estado de São Paulo, 754 terão ciclo único. A intenção do Estado é ter colégios com ciclo único, ou seja, com alunos de apenas uma das etapas de ensino: fundamental 1 (anos iniciais), fundamental 2 (anos finais) e ensino médio. Por conta da reestruturação, 311 mil alunso serão transferidos.
Protestos
A reorganização foi anunciada no final de setembro pelo governo do Estado. Desde o começo de outubro, estudantes têm organizado protestos contra as medidas. Eles fizeram algumas passeatas e atos.
Danos que a lama da mineradora Samarco irá causar no litoral capixaba.
Se a lama se concentrar numa faixa de 10km de largura do litoral, teremos lama espalhada por 6.200 km do nosso litoral, o que significa todo o litoral brasileiro.
A Justiça Federal do DF deu prazo de dez dias para a Agência de Vigilância Sanitária, que regula os medicamentos no país, retirar o THC da lista negra das substâncias proibidas. Isso já foi feito com o Canabidiol (CBD), em janeiro de 2015, por iniciativa da própria Anvisa. Mas o THC, princípio ativo responsável pelo barato da maconha, continua banido.
A outra novidade é que, segundo a sentença, estão autorizadas a prescrição e a importação de Cannabis Sativa L. “Agora, um médico pode prescrever a planta in natura“, diz Emílio Figueiredo, consultor jurídico do Growroom, associação que defende o cultivo para uso pessoal.
A decisão é uma tutela antecipada: ou seja, o juiz ainda não proferiu sua decisão final sobre todos os pontos da ação. Mas antecipou a decisão sobre pontos que considera urgentes. Que são:
- Reclassificar o THC. “Transferir, em dez dias, o THC da lista F2 do anexo da lei de drogas, que contém as substâncias psicoativas banidas, para uma lista de substâncias sujeitas à notificação de receita” – ou seja, ele passa a ser autorizado mediante prescrição médica.
- Mudar, em dez dias, a portaria 344/98 para “permitir, por ora, a importação, exclusivamente para fins medicinais, de medicamentos e produtos que possuam como princípios ativos os componentes THC (TETRAHIDROCANNABINOL) e CDB (CANNABIDIOL), mediante apresentação de prescrição médica e assinatura de termo de esclarecimento e responsabilidade pelo paciente”.
- Permitir a pesquisa e a prescrição “da Cannabis Sativa L. e de quaisquer outras espécies ou variedades de cannabis, bem como dos produtos obtidos a partir destas plantas, desde que haja prévia notificação à ANVISA e ao Ministério da Saúde”.
A ação do MPF também pediu a autorização de importação de sementes e do cultivo pessoal para uso medicinal. Essas demandas estão entre as que ainda não foram julgadas pelo juiz Marcelo Rebello, da 16ª Vara de Justiça Federal do DF.
Consultada, a Anvisa disse por meio de sua assessoria de imprensa que ainda não sabe se vai recorrer. “Não sabemos ainda. A Diretoria vai avaliar os efeitos da decisão e possíveis ações da Anvisa. Não temos uma resposta, até porque na verdade ainda não fomos sequer notificados, embora tenhamos acesso à decisão na internet.”
Em janeiro, quando a Anvisa reclassificou o CBD, o então presidente da Anvisa Jaime Oliveira disse a este blog que “Sem dúvida nenhuma, a situação do THC tem que ser explorada e analisada“.
...e de todos os outros, no mundo!
Apesar de sustentabilidade e sustentável serem duas palavras amplamente usadas por pessoas, marcas, empresas e iniciativas, elas costumam ser empregadas de maneira errônea e simplista. Na verdade, sustentabilidade é algo tão complexo e novo que a prova disso são as mais de 400 (isso mesmo, quatrocentas) definições para o termo.
Resumidamente, sustentabilidade é um conjunto de iniciativas que fazem as ações do presente não prejudicarem as gerações futuras. Com isso em mente nós já conseguimos entender que, principalmente no âmbito de produção de produto, quase nada é realmente sustentável. Na moda, apesar do termo vir sendo cada vez mais usado, isso não é diferente.
Mas essa dificuldade em aplicar a sustentabilidade de maneira hegemônica não deve ser motivo para paralisia. Pelo contrário, é nesse momento que as ações e as escolhas de produção e consumo se tornam realmente essenciais para minimizar os danos.
De um lado, as marcas precisam aplicar os conhecimentos sobre produção sustentável em todas as fases de produção. Não existe um procedimento ou uma escolha única e isolada capazes de transformar um produto (ou uma marca) em sustentável. O processo de produção consciente começa desde o design do produto e vai até o momento de pós-consumo, responsabilidade da marca em pensar como aquele produto descartado vai impactar no meio ambiente.
Um exemplo de produto mal pensando são as cápsulas de café expresso. Hoje, as cápsulas descartadas já são suficientes para dar onze voltas na circunferência do planeta Terra(!!!). A empresa não pensou no descarte e criou um produto totalmente descartável e dificílimo de ser reciclado. O próprio criador das K-Cups deu uma entrevista dizendo o quanto se arrepende de ter criado o produto.
Na moda, o design precisa ser funcional, a limpeza mais prática e menos impactante possível, os materiais escolhidos para a composição das peças precisam ser bem pensados e escolhidos de maneira consciente, produtos feitos localmente geram menos impactos de transporte e ainda garantem mais proximidade com a mão de obra empregada, a qualidade para durabilidade é essencial para evitar o descarte prematuro, e na hora do descarte é melhor que os materiais escolhidos sejam pensados ou para entrar de volta no ciclo (reciclados) ou para serem incinerados, compostados, ou aterrados com eficiência.
É um processo complexo e que, acima de tudo, exige dedicação. Não adianta colocar apenas uma dessas iniciativas em prática e correr chamar a marca de sustentável. Por exemplo, um tecido de fibra natural, como algodão, não só não basta para tornar uma peça mais sustentável como nem sempre é o melhor tecido a ser utilizado. Devido às questões socioambientais envolvidas no cultivo do algodão, tecidos de algodão estariam na lista dos menos sustentáveis. Se o designer por trás da marca não conhecer os processos dos materiais que utiliza, não é difícil a marca passar vergonha se auto intitulando “sustentável” por usar apenas tecidos de algodão.
Do lado do consumidor, a dica é entender essa complexidade para não cair na conversa de algumas marcas (grandes e pequenas) pouco engajadas em um método de produção mais sustentável, mas que logo encontram uma brecha para passar por “amiga do meio ambiente”. Questione e dê preferencia a marcas capazes de falar sobre o assunto de maneira ampla e se mostram realmente interessadas em aplicar as práticas mais sustentáveis em cada escolha.
anotherlandproject
A cidade mais populosa dos EUA, Nova York tem um número de moradores de rua 356% maior do que São Paulo, município com mais habitantes no Brasil, segundo análise de dados oficiais de ambas as prefeituras.
Embora a população da Big Apple seja de 8,4 milhões de habitantes, contra 11,9 milhões em São Paulo, números do Departamento de Serviços para Desabrigados de NY indicam que cerca de 57 mil pessoas dormem em abrigos públicos.
Na capital paulista, aproximadamente 16 mil pessoas não possuem moradia atualmente, segundo o último Censo da População em Situação de Rua, realizado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas ) e divulgado em maio pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura.
O número de sem-teto em Nova York aumentou muito nos últimos dois anos por causa do custo de moradia, que foi afetado pela crise de 2008 e subiu ainda mais neste ano com a recuperação econômica dos Estados Unidos.
Já o último censo sobre o assunto em São Paulo, realizado em 2011, apontava para a existência de 14.478 pessoas pelas ruas de toda a cidade. Na comparação com os períodos de 2000-2009 e 2009-2015, a taxa de crescimento anual caiu pela metade, de 5,14% para 2,56%.
Na época da apresentação da pesquisa, a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, destacou que os dados rebatem as afirmações de que o número de moradores de rua cresceu durante a administração do prefeito Fernando Haddad.
"Essa gestão não busca um processo de higienização e de expulsão dessa população. Quando se coloca que aumentou muito a população de rua, não é verdade. O Censo nos traz a clareza de que não aumentou muito. Talvez seja simplesmente (resultado de) uma política não excludente", justificou.
São Paulo tem déficit de vagas em abrigos
A Prefeitura de São Paulo disponibiliza apenas dez mil vagas na rede de proteção e assistência para as 16 mil pessoas que vivem nas ruas – portanto, haveria um déficit de seis mil leitos nos centros de acolhida e estadia.
Apesar disso, segundo o Coordenador Auxiliar do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de SP, Raul Carvalho Nin Ferreira, a falta de vagas é maior.
"O censo contabiliza as pessoas que estão nas ruas das regiões pesquisadas e em albergues. Ocorre que existe uma população que seria, digamos assim, das fronteiras: são aqueles que estão nas ruas e depois voltam para casa, ou ficam em outras situações provisórias, como ocupações", disse o defensor. "Essa perspectiva é um número abaixo da necessidade de políticas públicas para essas pessoas."
A Defensoria Pública propôs à Secretaria Municipal de Habitação três recomendações de alteração da Portaria nº 131/2015 da pasta, que estabeleceu alternativas de atendimento habitacional provisório, por meio de auxílio aluguel, verba de apoio habitacional e verba de auxílio mudança para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
Embora a portaria trate de indivíduos com carências na área de moradia, ela não diz, expressamente, que as pessoas em situação de rua estão incluídas nesse grupo. É isso que a Defensoria quer que seja mudado.
Caso a alteração ocorra, cerca de 1.500 pessoas em situação de rua que possuem alguma renda, e estão há longo tempo sendo acompanhadas pela rede de assistência, já estariam aptas a receber atendimento habitacional por meio da Portaria, diminuindo o déficit de leitos nos abrigos.
“Na medida em que as pessoas conseguem uma situação de moradia, automaticamente são abertas novas vagas, para que outros possam entrar", explicou Carvalho.
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